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Como tirar o certificado CAAR: passo a passo completo

15 de agosto de 2026 · 4 min · Drone AGR

Como tirar o certificado CAAR: passo a passo completo

O CAAR (Certificado de Aeroaplicador Agrícola Remoto) é o documento obrigatório para qualquer pessoa que opere drone para aplicação de agroquímicos no Brasil. Sem ele, a operação é irregular — e o piloto fica sujeito a multas e apreensão do equipamento.

O que é o CAAR

O CAAR foi criado pela Instrução Normativa MAPA nº 132/2024 e regulamenta a aeroaplicação com drones (RPAs) de agroquímicos, adjuvantes e produtos biológicos. Ele substitui o antigo "CCAA" para drones e é emitido pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária).

O certificado é pessoal — vinculado ao piloto, não à empresa ou ao drone.

Requisitos para tirar o CAAR

  1. Idade mínima: 18 anos
  2. Cadastro no SISANT/ANAC: o drone precisa estar registrado na ANAC (Sistema de Aeronaves Não Tripuladas)
  3. Curso de aeroaplicação agrícola remota: ministrado por entidade credenciada pelo MAPA
  4. Aprovação na prova teórica: aplicada pela entidade certificadora
  5. Comprovação de horas de voo: mínimo de horas práticas (varia conforme a entidade)

Passo a passo

1. Cadastre o drone no SISANT (ANAC)

Acesse o sistema SISANT da ANAC e registre o drone. O cadastro é gratuito e obrigatório para qualquer RPA acima de 250g. Você recebe um número de registro.

2. Escolha um curso credenciado pelo MAPA

O MAPA mantém uma lista de entidades credenciadas para ministrar o curso. Procure uma entidade próxima ou que ofereça parte do conteúdo online. O curso cobre:

  • Legislação agrícola e ambiental — normas do MAPA, IBAMA, ANAC
  • Tecnologia de aplicação — bicos, vazão, tamanho de gota, deriva
  • Produtos fitossanitários — classes toxicológicas, receituário agronômico
  • Operação de RPA — planejamento de voo, calibração, segurança
  • Meteorologia aplicada — vento, umidade, temperatura, janela de aplicação
  • Primeiros socorros e EPIs — procedimentos de emergência

3. Faça a prova teórica

Ao final do curso, a entidade aplica uma prova teórica. A nota mínima é geralmente 70%. Os temas seguem o conteúdo programático do curso.

4. Cumpra as horas práticas

Algumas entidades exigem horas de voo práticas supervisionadas. O número varia, mas tipicamente é de 10 a 20 horas com o equipamento em campo.

5. Solicite o CAAR ao MAPA

Com o certificado de conclusão do curso em mãos, solicite a emissão do CAAR junto ao MAPA, via sistema Sipeagro ou protocolo presencial na Superintendência Federal de Agricultura (SFA) do seu estado.

6. Faça o registro no Sipeagro

Além do CAAR pessoal, se você for prestar serviço comercial, precisa registrar a empresa (ou pessoa física com CNPJ) no Sipeagro como prestador de serviço de aeroaplicação.

Custo e prazo

ItemCusto estimado
Curso CAAR (presencial + prático)R$ 2.000 – R$ 5.000
Cadastro SISANT (ANAC)Gratuito
Taxa de emissão CAARR$ 100 – R$ 300
Registro Sipeagro (empresa)R$ 200 – R$ 500
Total estimadoR$ 2.300 – R$ 5.800

Prazo: o curso dura de 3 a 5 dias (presencial). A emissão do CAAR pelo MAPA pode levar de 15 a 60 dias após o protocolo.

CAAR x CCAA x habilitação ANAC: qual a diferença?

  • CAAR: certificado do MAPA para aplicação de agroquímicos com drone — é o que você precisa para pulverizar
  • CCAA: antigo certificado para aviação agrícola tripulada — não se aplica a drones
  • Cadastro SISANT (ANAC): registro do equipamento (obrigatório, mas não é uma "habilitação de piloto")

Para operar drone agrícola comercialmente, você precisa de CAAR + registro do drone no SISANT + registro da empresa no Sipeagro.

Dúvidas frequentes

Posso operar sem CAAR se for na minha própria propriedade? A legislação atual exige o CAAR para qualquer aplicação de agroquímicos com drone, mesmo na própria propriedade. Na prática, a fiscalização foca em prestadores de serviço, mas operar sem CAAR é irregular.

O CAAR vence? Sim, o CAAR tem validade e precisa ser renovado. O prazo de renovação varia conforme a normativa vigente.

Preciso de receituário agronômico para aplicar com drone? Sim. Toda aplicação de defensivo agrícola — independente do equipamento — exige receituário agronômico emitido por engenheiro agrônomo.


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